mardi 10 mars 2009

Portugal presente no Salão do Livro de Paris

Portugal esteve presente no Salão do Livro, que decorreu de 13 a 18 de Março na Porta de Versailles, representado pela livraria portuguesa de Paris com o apoio da DGLB (Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas). No certame, estiveram expostas uma vasta escolha de editores portugueses e obras do Centro Cultural Calouste Gulbenkian.
No sábado, 14 de Março, foi lançado o livro "Les Portugais à Paris au fil des siècles et des arrondissements - Guide de la présence portugaise dans la capitale du XVe siècle à nos jours" (Os Portugueses a Paris ao longo dos séculos e dos bairros – Guia da presença portuguesa na capital do XV século aos dias de hoje).

Le Portugal présent au Salon du Livre de Paris

Le Portugal été présent au Salon du Livre, entre le 13 et le 18 mars à la Porte de Versailles, tenu par la librairie portugaise de Paris avec le soutien de la DGLB (Direction Générale du Livre et des Bibliothèques – Ministère de la Culture, Lisbonne). Il été exposé un vaste choix des éditeurs Portugais ainsi que des ouvrages du Centre Culturel Calouste Gulbenkian.
Le Samedi 14 mars a eté lancé le livre "Les Portugais à Paris au fil des siècles et des arrondissements - Guide de la présence portugaise dans la capitale du XVe siècle à nos jours" .

vendredi 6 mars 2009

Embaixador Seixas da Costa inaugura exposição fotográfica de Gérard Castello-Lopes em Angoulême

No âmbito da sua deslocação a Angoulême e à região de Charente, onde participou na inauguração do festival “Mars en Braconne”, no ano em que Portugal é o país convidado do certame, o embaixador de Portugal em França, Francisco Seixas da Costa, inaugurou uma exposição do fotógrafo português Gérard Castello-Lopes.
Castello-Lopes é autor de uma importante obra fotográfica, em especial dedicada a um retrato do Portugal do tempo anterior à Revolução do 25 de Abril.
Nesta sua deslocação, Seixas da Costa foi recebido pelas autoridades locais e teve encontros com a Comunidade portuguesa. Há cerca de um milhar de cidadãos portugueses e luso-descendentes na região de Angoulême, mantendo, como estruturas associativas luso-francesas, a Amitié Franco-Portugaise d’Angoulême-Charente e o Grupo Folclórico “Estrelas de Gond-Pontouvre”, esta última participante do festival “Mars en Braconne”.
Este festival, que se prolonga até 28 de Março, aborda diversos aspectos da realidade portuguesa contemporânea, sendo composto por eventos culturais muito diversos, como conferências, vídeos, espectáculos musicais e de dança. O cinema tem um papel muito importante no festival, com filmes de Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros, Miguel Gomes, além de diversas curtas metragens.
A programação completa do festival “Mars en Braconne”, que conta com o apoio da Embaixada de Portugal e do Instituto Camões, pode ser consultada em
http://www.marsenbraconne.ccbc.fr/.

mercredi 4 mars 2009

Portugal lamenta morte de Nino Vieira e convoca reunião de emergência da CPLP

Portugal lamenta profundamente a morte do Presidente Nino Vieira, vitimado por um atentado verificado nas últimas horas na Guiné-Bissau, e apresenta sentidas condolências ao Presidente da Assembleia Nacional bem como a todo o povo da Guiné-Bissau.
O Governo português condena veementemente este atentado, assim como os actos de violência registados desde a madrugada de ontem na Guiné-Bissau e que também provocaram a morte do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General Tagmé Na Waié, e considera fundamental que todas as autoridades políticas e militares do País respeitem a ordem constitucional guineense.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informa, ainda, que nenhum membro da comunidade portuguesa foi afectado pelos graves incidentes registados em Bissau.
Entretanto, Portugal irá convocar nas próximas horas uma reunião de emergência da CPLP para debater os graves acontecimentos registados na Guiné-Bissau.

Portugal condena atentados na Guiné-Bissau

Portugal condena veementemente o atentado que vitimou, nas últimas horas, o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, General Tagmé Na Waié, bem como o ataque verificado contra a residência do Presidente da República, Nino Vieira. O Governo português apela ao respeito cabal pela ordem constitucional no País.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informa, ainda, que nenhum membro da comunidade portuguesa foi afectado pelos graves incidentes registados em Bissau.

lundi 2 mars 2009

DESAFIAR A CRISE

ARTIGO DO EMBAIXADOR FRANCISCO SEIXAS DA COSTA, PUBLICADO NA REVISTA “PORTUGAL GLOBAL”,
DA AICEP, FEVEREIRO DE 2009

A crise económica e financeira que atravessa o mundo traz inevitáveis repercussões nas relações económicas bilaterais, mesmo naquelas cuja solidez havia sido firmada ao longo dos tempos e que assentava, por essa razão, num quadro tradicional de estabilidade e confiança.
Assim, e por muito que gostássemos que tal não viesse a acontecer, há que convir que as ligações luso-francesas – nos domínios comerciais, de investimento ou de turismo – correm hoje riscos de serem afectadas, neste cenário quase global de recessão, que não tem data marcada para a sua atenuação ou desaparição. Num contexto como o que atravessamos, sustentar um discurso de despropositada euforia seria uma atitude algo patética, uma mera negação da realidade. Não contem comigo para isso.
Quero com isto dizer que, chegado a Paris como novo embaixador português, me deparo hoje com um terreno que, à partida, passa a ser diferente daquele que se desenhava de há uns anos para cá, no qual prosperavam as diferentes linhas de crescimento económico.
Perante isto, parece-me óbvio que temos de mudar de runo, porque este estado de coisas, porque é bem diferente, passa a exigir da parte de todos nós novas e talvez muito mais profissionais respostas.
Desde logo, importa “desconstruir” os efeitos que a crise possa estar já a gerar nas diversas dimensões do nosso quadro de relacionamento económico, identificando sectorialmente as razões das mudanças entretanto detectadas e começar a tentar perceber as linhas tendenciais de uma sua possível superação.
Para essa finalidade, conto com poder instituir um quadro de relação muito íntima com os agentes económicos, cuja capacidade de detecção, no terreno, das alterações dos mercados passa a ser da maior importância para todas as estruturas oficiais que enquadram a nossa acção externa. Mais do que nunca, importa-nos ouvir com atenção e vir a retirar do que nos for dito pelos operadores todas as ilacções que possam justificar mudanças de filosofia e acção, no âmbito dos nossos próprios mecanismos de promoção e apoio.
É esse esforço que tenciono potenciar, a muito curto prazo, em íntima ligação com a nossa Câmara de Comércio, emvolvendo quer os agentes económicos portugueses que operam no mercado francês, quer o conjunto dos principais empreendedores franceses que hoje são nossos tradicionais clientes. Fidelizar os clientes tradicionais é a palavra de ordem para a nossa acção comercial em França.
Mas as crises foram sempre, paradoxalmente, um momento para novos sectores encontrarem as suas oportunidades. E porque em Portugal, nos últimos anos, tem vindo a verificar-se a emergência de novas tipologias de empresas, por vezes dedicadas a áreas antes nunca exploradas no quadro da internacionalização económica, marcadas por formas de modernidade e pela adesão a novas e interessantes propostas tecnológicas, queremos contribuir para lhes proporcionar montras de visibilidade no mercado francês. Essa será sempre a melhor forma de tais unidades, quase sempre mobilizadas por gente jovem e ambiciosa, poderem vir a garantir a hipótese de conquista de lugares de futuro no novo tecido de relacionamento económico que vai acabar por afirmar-se no pós-crise.
Falar de novos investimentos, num quadro de recessão, pode parecer uma ideia despropositada nos dias que correm. Mas todos temos de perceber que um país como a França, com uma economia potencial sempre de grande pujança à escala global, mantém uma linha estratégica de afirmação económica externa que tende sempre a ver muito para além da conjuntura.
No passado, Portugal foi um espaço interessante para algum investimento francês, da mesma forma que esses mesmos capitais se revelaram - e continuam a revelar – um factor importante para o nosso próprio tecido económico. É do interesse oficial português continuar o diálogo com os grandes grupos franceses, bem como com PME’s de certos sectores com vocação externa, com vista a sublinhar as vantagens comparativas que o mercado português, como campo de investimento, continuará a proporcionar. Quem já lá actua desenha, aliás, o nosso melhor cartão de visita.
Uma palavra especial para o turismo. Os últimos tempos vinham a definir um interesse crescente da França pelo mercado português, um mercado que é competitivo no preço, acolhedor na oferta e com uma variedade que tem muito a ver com as profundas ligações culturais e de civilização que nos aproximam. Procuraremos que essa tendência se não perca.
Em todas as áreas, em suma, vamos tentar responder à crise com mais trabalho, mais imaginação e maior diversidade de propostas. E o embaixador de Portugal está à plena disposição dos agentes económicos – portugueses ou franceses – para os ajudar a encontrar os melhores caminhos para a concretização dos seus interesses.