MENSAGEM DE NATAL E ANO NOVO À COMUNIDADE PORTUGUESA
Pela última vez na qualidade de Embaixador de Portugal neste país, apresento à Comunidade Portuguesa em França cordiais votos de Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo, querendo também agradecer todo o apoio e a compreensão de que sempre beneficiei durante o exercício das minhas funções.
A excelência que caracteriza as relações entre Portugal e a França beneficiou significativamente da credibilidade, do respeito e da admiração que os portugueses conseguiram granjear neste país, ao ponto de serem frequentemente citados como exemplo de uma integração de sucesso.
Esta evolução foi gradual, mas conheceu uma aceleração nos últimos anos, durante os quais assistimos à emergência de uma nova geração, mais qualificada escolar e profissionalmente, à afirmação de um importante número de empresários, à eleição de milhares de autarcas de nacionalidade ou origem portuguesa e a centenas de geminações autárquicas.
Temos hoje reunidas as condições para que a Comunidade adquira uma visibilidade proporcional ao seu peso demográfico em França, à importância da sua contribuição para o desenvolvimento deste país, à vitalidade da sua rede empresarial e à densidade do seu tecido associativo.
Para tal, importa desenvolver a sua participação cívica nos escrutínios dos dois países: todos sabemos que, em democracia, o voto é única forma reconhecida de representação política, pelo que, retomando o lema de uma campanha realizada no passado, “quem não vota, não conta”.
Aqui deixo, portanto, um apelo ao recenseamento eleitoral junto dos Consulados, pois no próximo ano vão decorrer em Portugal as eleições para a Assembleia da República, no quadro das quais serão eleitos os dois deputados pelo Círculo Eleitoral da Europa.
Igualmente assinalo que em Junho de 2009 decorrerão as eleições para o Parlamento Europeu, podendo os eleitores da Comunidade votar por Portugal, junto dos Consulados, ou por França nas “Mairies”. O importante é que votem e, para tal, é necessário que procedam ao seu recenseamento até ao próximo dia 31 de Dezembro.
Quero também insistir sobre a importância do ensino da língua portuguesa, elemento fundador de uma lusofonia em expansão e instrumento de afirmação neste mundo globalizado, que se reveste da maior importância estratégica para a influência internacional de Portugal. A esse respeito peço sobretudo aos pais que inscrevam os seus filhos nas aulas de português e que apoiem a promoção da cultura portuguesa.
Deixo ainda uma palavra de apreço e de solidariedade à fracção mais idosa da Comunidade, à qual reitero todo o meu empenho pessoal e dos serviços da Embaixada para que lhe sejam reconhecidos os direitos que adquiriram ao longo da vida profissional, que em tantos casos foi de trabalho duro e penoso.
Se os tempos de hoje são difíceis, é oportuno lembrar que talvez mais difíceis ainda terão sido os tempos em que largos milhares de portugueses para aqui emigraram. Apesar das dificuldades de toda a ordem por que passaram, esses portugueses conseguiram com o seu esforço vencer e melhorar as suas condições de vida e das suas famílias, distinguindo-se pelo papel dinâmico que hoje têm e pela sua participação em todos os domínios da vida social. O seu testemunho de vida deverá constituir para todos um exemplo e um incentivo para enfrentar os múltiplos problemas com que individual e colectivamente nos confrontamos.
Boas-Festas, com a expressão do meu muito apreço e reconhecimento por estes anos de trabalho conjunto com uma comunidade que honra o nome de Portugal.
António Monteiro
Embaixador de Portugal
A excelência que caracteriza as relações entre Portugal e a França beneficiou significativamente da credibilidade, do respeito e da admiração que os portugueses conseguiram granjear neste país, ao ponto de serem frequentemente citados como exemplo de uma integração de sucesso.
Esta evolução foi gradual, mas conheceu uma aceleração nos últimos anos, durante os quais assistimos à emergência de uma nova geração, mais qualificada escolar e profissionalmente, à afirmação de um importante número de empresários, à eleição de milhares de autarcas de nacionalidade ou origem portuguesa e a centenas de geminações autárquicas.
Temos hoje reunidas as condições para que a Comunidade adquira uma visibilidade proporcional ao seu peso demográfico em França, à importância da sua contribuição para o desenvolvimento deste país, à vitalidade da sua rede empresarial e à densidade do seu tecido associativo.
Para tal, importa desenvolver a sua participação cívica nos escrutínios dos dois países: todos sabemos que, em democracia, o voto é única forma reconhecida de representação política, pelo que, retomando o lema de uma campanha realizada no passado, “quem não vota, não conta”.
Aqui deixo, portanto, um apelo ao recenseamento eleitoral junto dos Consulados, pois no próximo ano vão decorrer em Portugal as eleições para a Assembleia da República, no quadro das quais serão eleitos os dois deputados pelo Círculo Eleitoral da Europa.
Igualmente assinalo que em Junho de 2009 decorrerão as eleições para o Parlamento Europeu, podendo os eleitores da Comunidade votar por Portugal, junto dos Consulados, ou por França nas “Mairies”. O importante é que votem e, para tal, é necessário que procedam ao seu recenseamento até ao próximo dia 31 de Dezembro.
Quero também insistir sobre a importância do ensino da língua portuguesa, elemento fundador de uma lusofonia em expansão e instrumento de afirmação neste mundo globalizado, que se reveste da maior importância estratégica para a influência internacional de Portugal. A esse respeito peço sobretudo aos pais que inscrevam os seus filhos nas aulas de português e que apoiem a promoção da cultura portuguesa.
Deixo ainda uma palavra de apreço e de solidariedade à fracção mais idosa da Comunidade, à qual reitero todo o meu empenho pessoal e dos serviços da Embaixada para que lhe sejam reconhecidos os direitos que adquiriram ao longo da vida profissional, que em tantos casos foi de trabalho duro e penoso.
Se os tempos de hoje são difíceis, é oportuno lembrar que talvez mais difíceis ainda terão sido os tempos em que largos milhares de portugueses para aqui emigraram. Apesar das dificuldades de toda a ordem por que passaram, esses portugueses conseguiram com o seu esforço vencer e melhorar as suas condições de vida e das suas famílias, distinguindo-se pelo papel dinâmico que hoje têm e pela sua participação em todos os domínios da vida social. O seu testemunho de vida deverá constituir para todos um exemplo e um incentivo para enfrentar os múltiplos problemas com que individual e colectivamente nos confrontamos.
Boas-Festas, com a expressão do meu muito apreço e reconhecimento por estes anos de trabalho conjunto com uma comunidade que honra o nome de Portugal.
António Monteiro
Embaixador de Portugal


