“Inovação, conhecimento e competitividade”: temas fortes do 2º Encontro de Alto Nível luso-francês

Portugal e a França pretendem aprofundar o seu relacionamento bilateral em vários sectores: esta ideia foi transmitida pelos Primeiros-Ministros dos dois países, na conferência de imprensa que encerrou os trabalhos do 2º Encontro de Alto Nível entre Portugal e a França.

Nesse sentido, foram assinados dois protocolos, com impacto nas áreas da educação e da investigação científica, nos quais os dois países assumiram o compromisso de promover e desenvolver a oferta do ensino do português e do francês em ambos os sistemas educativos.

No que respeita ao ensino superior e investigação científica, os ministros com a tutela do sector em cada um dos países, decidiram criar um grupo de trabalho sobre a equivalência de diplomas universitários e reforçar a cooperação científica bilateral num conjunto de áreas consideradas prioritárias, tais como, a biotecnologia, as ciências da informação ou a oceanografia.

No âmbito desta cimeira, o Primeiro-Ministro José Sócrates debateu ainda outras questões de relacionamento bilateral com o seu homólogo Dominique de Villepin e com o Presidente de Republica, Jacques Chirac.

As relações entre a União Europeia e países africanos, bem como a questão nuclear iraniana e a situação no Médio Oriente, foram, igualmente, tema das reuniões entre os responsáveis políticos de Portugal e de França.

Paris, 11 de Abril de 2006

 

Diário de Notícias    11/04/2006

Portugal e França prometem cooperar no ensino da língua


Fernando de Sousa
Em Paris
Ensino e investigação

Portugal e a França relançaram ontem em Paris a sua cooperação nos domínios do ensino e da investigação, durante uma cimeira luso-francesa de grande destaque.

No final do encontro, o segundo deste género entre os dois países, José Sócrates realçou a sintonia entre os dois governos sobre o desenvolvimento económico, futuro da Europa e política internacional. "Partilhamos uma identidade de perspectivas quer quanto ao desenvolvimento económico, ao futuro da Europa e as grandes questões internacionais." Sócrates referiu ainda que França e Portugal têm "a mesma visão do futuro da Europa", defendendo "o aprofundamento do projecto europeu", e que as diplomacias dos dois países estão ligadas pela "visão de que o mundo precisa de mais Europa". Os governos português e francês têm também "a mesma visão dos grandes problemas internacionais que afligem o mundo".

A cooperação acordada prevê o desenvolvimento, nos dois países, do ensino da língua do outro, em parte graças aos departamentos europeus e internacionais nos estabelecimentos de ensino secundário. Numa cimeira marcada pelo empenho no relançamento económico, o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, considerou que "conhecer a cultura dos nossos parceiros é um factor essencial da competitividade".

Também foi aberto o caminho para a criação de masters e doutoramentos conjuntos, assim como, a prazo, o estabelecimento de um acordo geral de reconhecimento de diplomas.

A comitiva de Sócrates integrou os ministros da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. Também estava presente Carlos Zorrinho, coordenador nacional da "Estratégia de Lisboa", destinada a promover a competitividade da economia europeia, com base no conhecimento e no desenvolvimento tecnológico.

A inovação foi um tema central deste encontro entre os responsáveis dos dois países. José Sócrates salientou que foi "escolhido o domínio mais avançado da 'Estratégia de Lisboa' para fazer evoluir a cooperação bilateral". A França deixou clara a vontade de aproximar os pólos de competitividade em domínios como os transportes ferroviários, como o comboio português de alta velocidade, e a tecnologia da informação.

Portugal e a França também mostraram interesse em desenvolver os contactos empresariais e os investimentos em ambos os sentidos, com o fluxo em direcção à economia francesa a mostrar grande margem para desenvolvimento.

Sócrates anunciou que, em Junho, deverá realizar-se um fórum de empresários e gestores de origem portuguesa, em França, para permitir aprofundar os contactos, incluindo a criação de uma câmara de comércio luso-francesa.

Esta série de encontros contou com a presença de diversas figuras de destaque na comunidade portuguesa em França, ou a desenvolverem actividade temporária neste país, como empenho em promover o papel da sociedade civil no aprofundamento do diálogo entre os dois países. Entre outros, estiveram presentes o realizador Manoel de Oliveira e a actriz Maria de Medeiros.

A visita da delegação portuguesa teve um atraso de cerca de uma hora, devido aos acontecimentos de ontem em torno do Contrato de Primeiro Emprego, um instrumento, fortemente contestado, com que o governo francês pretendia promover o emprego jovem, que acabaria retirado (ver páginas 12 e 13).

Como Sócrates se avistou com os seus interlocutores franceses, e apenas cerca de uma hora depois desta decisão, terá sido o primeiro dirigente estrangeiro a ter a oportunidade de trocar impressões sobre esta faceta dos esforços para desenvolver o mercado de trabalho, uma preocupação comum.

Sócrates começou por visitar o Presidente da República francês, Jacques Chirac, no Palácio do Eliseu, seguindo para Matignon, para se avistar com Dominique de Villepin, juntamente com a sua delegação.

A França também prometeu cooperar na preparação da presidência portuguesa da União Europeia, no segundo semestre de 2007. Foi igualmente expresso o apoio francês ao objectivo de promover, em Lisboa, uma cimeira euro-africana, já prevista há muito mas impedida devido à contestação, na UE, do regime do Zimbabwe. José Sócrates considerou que a cimeira deve realizar-se "o mais depressa possível".

 

 

Jornal de Notícias   11/04/2006

Portugal e França reforçam cooperação educativa e científica

EPA/MAYA VIDONfoto

 

Relações entre Portugal e França elogiadas por José Sócrates e Dominique de Villepin



Sónia Gomes da Silva, Correspondente em Paris

França e Portugal deram ontem, por ocasião da segunda cimeira franco-portuguesa, mais um passo para intensificar as relações culturais, tecnológicas e económicas. Entre o frenesi vivido no Eliseu e em Matignon, devido à necessidade do Governo francês resolver a crise do contrato de primeiro emprego, os ministros da Educação e Investigação de ambos os países assinaram um protocolo de cooperação educativa e uma declaração que visa reforçar a cooperação científica bilateral.

"Decidimos reforçar a competitividade dos nossos países e que devemos privilegiar primeiro o ensino, porque conhecer a cultura e a língua do nosso parceiro é um factor chave para a competitividade e permite a intensificação das trocas", explicou o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin.

"Portugal é um parceiro de primeiro plano da França, as nossas relações em todos os domínios são excelentes, em particular porque 800 mil portugueses - 250 mil dos quais têm nacionalidade francesa - formam uma comunidade dinâmica, viva, calorosa e particularmente bem integrada no nosso país", continuou Villepin.

O protocolo em questão visa o desenvolvimento e a promoção do Português e do Francês em ambos os sistemas educativos. Já o segundo texto incide na criação de um grupo de trabalho para a equivalência e reconhecimento dos diplomas universitários, nomeadamente mestrados e doutoramentos. Neste mesmo texto, a cooperação científica bilateral deverá centrar-se em áreas prioritárias, como nanotecnologia, tecnologias de informação e comunicação, biotecnologia, ciências da saúde, medicina e engenharia biomédica, oceanografia e ciências marinhas, ciências da alimentação e a agronomia.

Mas Villepin foi mais específico, referindo que o seu Governo quer "aproximar as relações entre os dois países, em particular na área dos transportes ferroviários e das tecnologias de informação".

"Portugal e França têm a mesma visão no futuro da Europa precisa de aprofundar o projecto europeu, que é o único que garante uma melhoria das condições para a economia europeia e também o único a promover os valores europeus no mundo", declarou, por sua vez, José Sócrates.

O primeiro-ministro português demonstrou satisfação por registar que entre Portugal e França se partilham os mesmos pontos de vista sobre questões internacionais diferentes e sobre o desenvolvimento da economia.

"Tive a ocasião de trocar impressões com o primeiro-ministro e o presidente da República, a propósito da minha visita a Angola, e julgo que não apenas aquela região, mas todo o continente africano precisa de uma ligação com a UE, que lhes permita aproveitar todas as oportunidades de desenvolvimento que hoje se colocam", concluiu Sócrates.


Nova câmara de comércio

Na sequência da cimeira franco-portuguesa, o primeiro-ministro José Sócrates aproveitou para anunciar que o primeiro Fórum de empresários e gestores de origem portuguesa deverá ter lugar no próximo mês de Junho e que tem em vista a constituição da Câmara de Comércio Luso-Francesa. Sócrates quer que esta câmara de comércio em Paris "seja equivalente à câmara franco-portuguesa que já existe em Lisboa".


"Em matéria económica, Portugal e França têm grandes responsabilidades mútuas. França é o segundo mercado mais importante para Portugal, e Portugal também é um mercado muito interessante para a França", concluiu. A Câmara de Comércio Luso-Francesa será fundada com base numa associação criada há alguns meses, por grandes empresas portuguesas instaladas no território francês. Entre a comitiva portuguesa, com cerca de 30 pessoas, figuraram algumas personalidades como a actriz Maria de Medeiros ou o realizador Manoel de Oliveira.

 

Diário Económico

Luso-francesa marcada pelo CPE > 2006-05-11 06:30
Sócrates anuncia câmara de comércio lusa em França

Luís Rego, em Paris

Vai ser criado um fórum de empresários semelhante ao que existe em Lisboa. O objectivo é facilitar o investimento português e dar apoio aos empresários nacionais em França.

O primeiro ministro José Sócrates anunciou ontem em Paris a criação de uma câmara de comércio portuguesa em França, tendo em conta a crescente dinâmica do empresariado português e luso-descentente naquele país. Uma reunião no decorrer de Junho, organizada pelo embaixador António Monteiro, deverá ser o ponto de arranque e a ideia é criar ?um fórum de empresários e gestores que constituiria uma câmara de comércio luso-francesa semelhante à que existe em Lisboa?, disse José Sócrates.
O anúncio foi feito durante a conferência de imprensa final da cimeira de alto nível entre o Governo português e francês. Ao lado de Sócrates, o primeiro-ministro Dominique de Villepin, envolto numa forte crise política pela rejeição social do seu projecto para o emprego dos jovens, descreveu Portugal como ?parceiro e aliado de primeira linha para a França?. Essa aliança vem crescendo em termos económicos. A ?França é o segundo mercado para Portugal e Portugal também é um mercado interessante para a França?, acrescentou Sócrates.
O número de empresas e potenciais associados da futura câmara de comércio portuguesa em França ainda é desconhecida. A embaixada está a fazer um levantamento e conta cerca de 500 empresas francesas detidas ou geridas por portugueses. Estas são apenas empresas com algum relevo, para as quais a iniciativa está mais vocacionada. Numa comunidade que supera os 800 mil portugueses, de acordo com uma estimativa oficial, o número de micro, pequenas, médias e grandes empresas de portugueses e luso-descendentes atinge 40 mil. Há ainda que contar com as grandes empresas portuguesas com representação em França, que são cerca de 50, de acordo com a informação colhida junto da embaixada em Paris.
A organização paralela em Portugal, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, destinada a facilitar o acesso de empresas francesas ao mercado português tem neste momento 470 associados e foi fundada em 1887. Clementina Félix, gestora de projectos da CCILF, frisa que ?temos algumas empresas portuguesas associadas mas não temos nenhuma ligação com o mercado francês?.
A ideia desta nova câmara é a de criar um intercâmbio entre as empresas com qualquer ligação a Portugal ? uma espécie de grupo de interesse português em França que se dedique a fortalecer a rede empresarial lusa, explica fonte oficial da embaixada.

Ambiente de crise
O ?timing? da cimeira de alto nível entre os dois Executivos não podia ser pior, confirmando que esta reunião estava amaldiçoada. Muitos esperavam ontem a demissão do primeiro-ministro Villepin, no meio de uma crise política e social. Em 2004, altura para que estava marcada esta cimeira, Lisboa teve de cancelar o encontro porque Santana Lopes tinha sido demitido por Jorge Sampaio. Ontem, apesar do sol, fazia vento e frio em Paris, sobretudo no Matignon, residência do primeiro-ministro. O presidente Chirac tinha marcado para ontem um Conselho de Estado no Eliseu para resolver a crise CPE, deixando-o cair e desautorizando Villepin. Este, por sua vez, anuncia mensagem televisiva ao fim do dia. Na cidade, do taxista ao empregado de mesa, não se falava de outra coisa. E a comitiva portuguesa passeou pelo meio desta crise política, entre passadeiras vermelhas e longos apertos de mão.  José Sócrates foi recebido no Eliseu, perto das onze horas, e uma hora e dez minutos depois cruza-se com Michèle Alliot-Marie, ministra da Defesa, apontada como sucessora de Villepin. A comitiva atravessa o rio Sena e visita Villepin no Matignon. Uma hora mais tarde, uma declaração genérica sobre os protocolos assinados, seguido de um almoço com personalidades portuguesas em França e enfim o regresso às águas tranquilas do Tejo.

Prioridades

-  O Plano Tecnológico foi a pedra-de-toque do encontro de ontem. José Sócrates e Dominique de Villepin encontraram-se não só para se conhecerem melhor, mas também para fomentar uma estratégia comum de desenvolvimento tecnológico.

-  A declaração conjunta assinada pelos dois ministros da Ciência aposta em áreas bem conhecidas dos franceses, como a nanotecnologia, a biotecnologia e as ciências da saúde.

-  Um plano de promoção do turismo português, um dos sectores onde o potencial de crescimento nacional é maior, foi também levado à discussão pelo primeiro-ministro português.

-  Aumentar o comércio entre os dois países foi também um dos aspectos abordados pelas comitivas no encontro de ontem de manhã, em Paris. França é o segundo maior destino de produtos portugueses como viaturas e vestuário, e é o quarto maior investidor estrangeiro no nosso país.

-  Em termos de política internacional, a situação no Médio Oriente e em Angola foram abarcados nos encontros dos ministros, até porque Sócrates acabou de regressar de uma viagem àquele país africano.


PONTOS DE CONVERGÊNCIA NA AGENDA LUSO-FRANCESA

As línguas
A França, disse Dominique de Villepin, é o país da Europa onde a língua portuguesa é mais ensinada, tendo 30 mil estudantes daquela língua, um número que reflecte um crescimento de 8% nos últimos cinco anos. Sócrates afirmou que tornar o Inglês obrigatório na escola primária não impede o reforço do Francês no ensino subsequente. Foi também firmado um protocolo de cooperação educativa entre os ministérios da Educação dos dois países. O compromisso será concretizado ? disse Villepin ? através das secções europeias e internacionais nos estabelecimentos de ensino secundário.

As equivalências
Os dois países, através do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior português, Mariano Gago, e o seu homólogo francês, firmaram uma declaração que estabelece um grupo de trabalho sobre a equivalência de diplomas universitários. Sócrates sublinhou também a possibilidade de estágios profissionais no domínio da tecnologia entre recém-licenciados e empresas de ambos os países.

Presidência portuguesa

A França prometeu dar todo o seu apoio ?aos nossos amigos portugueses? para a presidência da UE no segundo semestre de 2007. A França expressou o seu empenho na ?Europa dos Projectos?, nomeando a imigração, a energia e a segurança marítima, cuja dimensão europeia foi reforçada pelas decisões do Conselho Europeu de Junho. Da energia nuclear não falaram, garante o porta-voz de Sócrates.

Cimeira Euro-Africana
No quadro da política externa, África é um denominador comum entre os dois países, sublinharam os líderes. A iniciativa portuguesa de realizar uma cimeira euro-africana durante a presidência lusa da UE tem todo o apoio da França, prometeu Jacques Chirac, que duas horas antes saudou a participação de Portugal na operação europeia na República Democrática do Congo. Sócrates aproveitou para falar aos líderes franceses da sua recente viagem a Angola garantindo que a relação entre aqueles dois países é de amizade recíproca.

 

 

Correio da Manhã

2006-04-11 - 00:00:00

Acordo - Portugueses e Franceses com mais mobilidade
Estágios e licenciaturas

Os jovens portugueses vão poder estagiar em empresas francesas, assim como jovens franceses poderão estagiar em Portugal, graças a um acordo assinado ontem entre os dois governos que prevê a criação de um grupo de trabalho para preparar a equivalência de graus e diplomas universitários.

Victor Tonelli/Reuters

José Sócrates e o seu homologo francês, Dominique Villepin, afirmaram-se satisfeitos com o acordo

Designado ‘declaração conjunta’, o acordo, assinado no final da Cimeira Luso-francesa, em Paris, pelos ministros da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago e François Goulard, estabelece a constituição de redes universitárias “de qualidade, com vista a fazer emergir formações em parceria, que conduzam à realização de mestrados e doutoramentos em comum, com atribuição de diplomas conjuntos abertos a estudantes de outros países”.

No que respeita à área da investigação e da tecnologia, o documento prevê reforçar as relações entre os dois países promovendo encontros e seminários. Também prevê a realização de acções conjuntas que visem a experimentação na aprendizagem e uma troca mais regular de informação entre instituições, além do reforço da mobilidade dos investigadores entre laboratórios e da criação de redes de laboratórios de ambos os países.

Para o primeiro-ministro, José Sócrates, esta ‘declaração conjunta’ representa “um grande contributo para a promoção do intercâmbio tecnológico e cultural entre as juventudes, o mundo do trabalho e o melhor que se está a fazer em termos de tecnologia nos dois países”. Sócrates anunciou ainda que Portugal e França têm a “intenção de realizar em Junho um fórum de empresários e gestores de origem portuguesa com vista à constituição de uma câmara de comércio luso-francesa”. E realçou que “a França é o segundo mercado mais importante para Portugal e que o mercado português é também muito interessante para França”, disse, lembrando que já existe em Lisboa uma câmara de comércio franco-portuguesa.

Sócrates e o seu homologo francês, Dominique de Villepin almoçaram depois com personalidades, entre as quais o realizador Manoel de Oliveira, a actriz Maria de Medeiros, o pintor Júlio Pomar e um conjunto de empresários radicados em França.
                                                                                       Sofia Rêgo

 

 

Notícias da Manhã

 

 

Sócrates tem “reunião amigável” com Chirac

Terça-Feira, 11 de Abril de 2006

No início da segunda cimeira luso-francesa, o primeiro-ministro, José Sócrates, chegou ao Eliseu às 11h00 (10 horas em Portugal), onde foi recebido pelo presidente francês, Jacques Chirac, com aperto de mão e sorrisos para as câmaras. A reunião foi “muito amigável”, segundo fonte do Eliseu, e salientou a intenção de reforçar as relações entre França e Portugal, que foram qualificadas de “excelentes”, bem como a cooperação tecnológica entre os dois países. Outro dos temas em destaque foi as relações com África, com o presidente francês a congratular a intenção de Portugal em aprofundá-las durante a sua presidência da União Europeia, no segundo semestre de 2007, adiantou a mesma fonte. Sócrates e Chirac convergiram em relação à política europeia e discutiram o Médio Oriente, com destaque para a questão nuclear iraniana, tendo o presidente francês reiterado que defende “uma solução diplomática” e que “o Irão cumpra as exigências das Nações Unidas”.
José Sócrates e Chirac despediram-se à entrada do Eliseu e o primeiro-ministro português seguiu para o Palácio de Matignon, onde se reuniu com Dominique de Villepin e onde teve lugar, posteriormente, a reunião plenária dos dois governos.
A segunda cimeira luso-francesa, realizada ontem em Paris, dedicada à inovação, conhecimento e competitividade, decorreu num momento particularmente difícil para o Governo francês, devido à contestação ao Contrato de Primeiro Emprego.

 

 

PUBLICO.PT

Primeiro-ministro saiu do Palácio do Eliseu sem prestar declarações
José Sócrates recebido por Jacques Chirac no início da cimeira luso-francesa
10.04.2006 - 12h34   :

O primeiro-ministro português esteve hoje reunido durante cerca de uma hora com o Presidente francês, Jacques Chirac, no início da segunda cimeira luso-francesa. Sócrates saiu do Palácio do Eliseu sem prestar declarações.

José Sócrates chegou ao Eliseu às 11h00 locais (10h00 em Lisboa) e foi recebido pelo Presidente Jacques Chirac à entrada do palácio.

De acordo com o gabinete do Presidente, a reunião foi "muito amigável" e Jacques Chirac e José Sócrates manifestaram a intenção de reforçar as relações entre França e Portugal, que qualificaram de "excelentes".

As relações com África foram um dos temas abordados no encontro. O Presidente francês congratulou-se com o facto de Portugal querer aprofundá-las durante a sua presidência da União Europeia, no segundo semestre de 2007.

Sócrates e Chirac convergiram em relação à política europeia e discutiram também o Médio Oriente, com destaque para a questão nuclear iraniana, tendo o Presidente francês reiterado que defende "uma solução diplomática".

A segunda cimeira luso-francesa, que se realiza hoje em Paris, dedicada à inovação, conhecimento e competitividade, decorre num momento difícil para o Governo francês, devido à contestação sindical e estudantil ao Contrato de Primeiro Emprego (CPE).

No Palácio do Eliseu concentravam-se alguns jornalistas franceses, uma vez que Jacques Chirac recebeu Sócrates depois de ter presidido a uma reunião com o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, ao início da manhã, sobre o CPE.

Pouco antes de receber o primeiro-ministro português, Jacques Chirac tinha anunciado ao país, em comunicado, a substituição do CPE por um plano com vista à inserção profissional dos jovens com dificuldades para entrar no mercado laboral.

Depois deste encontro, o primeiro-ministro português seguiu para o Palácio de Matignon, onde vai reunir-se com Dominique de Villepin e onde decorrerá, a seguir, a reunião plenária dos dois governos.

 

 

10-04-2006 14:31:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-7896982
Temas:
  política portugal frança governo comunidades europa

Portugal/França: Sócrates realça sintonia dos dois governos em vários domínios

 

Por Inês Escobar de Lima, Agência Lusa.

Paris, 10 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, re alçou hoje a sintonia do seu governo socialista e do executivo de direita francê s liderado por Dominique de Villepin quanto ao desenvolvimento económico, ao fut uro da Europa e à política internacional.

No final da segunda cimeira luso-francesa, em conferência de imprensa c onjunta com Dominique de Villepin, no Palácio de Matignon, em Paris, José Sócrat es manifestou "grande satisfação" pela "coincidência de pontos de vista" entre o s dois países.

"Partilhamos uma identidade de perspectivas quer quanto ao desenvolvime nto económico, quanto ao futuro da Europa e quanto às grandes questões internaci onais", afirmou o primeiro-ministro português, salientando a prioridade comum à "aposta na Agenda de Lisboa".

"Temos o mesmo ponto de vista quanto ao desenvolvimento das nossas econ omias e das nossas sociedades", reforçou Sócrates, repetindo que a inovação, com petitividade e conhecimento, temas da cimeira, são prioridades assumidas pelos d ois executivos.

Sócrates referiu ainda que França e Portugal têm "a mesma visão do futu ro da Europa", defendendo "o aprofundamento do projecto europeu", e que as diplo macias dos dois países estão ligadas pela "visão de que o mundo precisa de mais Europa".

Os governos português e francês têm também "a mesma visão dos grandes p roblemas internacionais que afligem o mundo", segundo José Sócrates, que disse t er discutido no seu encontro com Dominique de Villepin as relações com o Médio O riente e com África.

"A cimeira União Europeia (UE)/África, que está agendada para Lisboa, d eve realizar-se o mais rapidamente possível. Há muito tempo que não se realiza u ma cimeira UE/África e ambos os países se empenharão na sua realização", declaro u.

José Sócrates agradeceu a "hospitalidade francesa" e considerou que "na s relações entre Portugal e França só há boas notícias", enquanto o primeiro-min istro francês sublinhou "a relação antiga de amizade" entre os dois países.

Dominique de Villepin lembrou o grande número de descendentes de portug ueses em França e qualificou a comunidade portuguesa de "vibrante, dinâmica, cal orosa", acrescentando que está "perfeitamente integrada".

O Contrato de Primeiro Emprego (CPE), cuja substituição foi hoje anunci ada pelo presidente francês, Jacques Chirac, foi abordado indirectamente por Vil lepin.

"A juventude está sempre no coração das nossas preocupações", afirmou, após uma pergunta dos jornalistas sobre a questão.

O primeiro-ministro francês frisou ainda o aprofundamento das relações com Portugal e sustentou que essa "necessidade" de cooperação "é muito forte e p or isso poderá contribuir para ultrapassar alguns obstáculos que possam existir" .

Sócrates, Villepin e os respectivos ministros seguiram para um almoço e m Matignon, em que participam também personalidades como o realizador português Manoel de Oliveira, a actriz Maria de Medeiros, o pintor Júlio Pomar e um conjun to de empresários radicados em França.

IEL.

Lusa/Fim

 

10-04-2006 13:43:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-7896890
Temas:  política portugal frança governo educação empresas

Portugal/França: Governos acordam intercâmbio de estágios para jovens

Por Inês Escobar de Lima, Agência Lusa Paris, 10 Abr (Lusa) - Os Governos de Portugal e França acordaram hoje a possibilidade de os jovens portugueses e franceses poderem estagiar em empresas dos dois países, como uma das medidas de reforço da cooperação tecnológica bilateral.

No final da reunião entre os dois executivos, no Palácio de Matignon, em Paris, os ministros da Ciência assinaram uma declaração conjunta que "acorda o reforço da cooperação científica bilateral" em áreas como a biotecnologia ou as tecnologias da informação.

"Uma coisa que fizemos foi criar condições para que os estágios para jovens portugueses e para jovens franceses em empresas francesas e em empresas portuguesas possam ocorrer", adiantou o primeiro-ministro português, José Sócrates, em conferência de imprensa.

"Com isso damos um grande contributo para a promoção do intercâmbio tecnológico e cultural entre as juventudes, o mundo do trabalho e o melhor que se está a fazer em termos de tecnologia nos dois países", acrescentou José Sócrates, ladeado pelo seu homólogo, Dominique de Villepin.

A declaração conjunta assinada pelos ministros da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago e François Goulard, estabelece, além do reforço da cooperação científica, "a criação de um grupo de trabalho sobre a equivalência de diplomas universitários".

Igualmente no âmbito da cooperação bilateral, Sócrates anunciou que Portugal e França têm a "intenção de realizar em Junho um fórum de empresários e gestores de origem portuguesa com vista à constituição de uma câmara de comércio luso-francesa".

José Sócrates realçou que "a França é o segundo mercado mais importante para Portugal e que o mercado português é também muito interessante para França" e lembrou que já existe em Lisboa uma câmara de comércio franco-portuguesa.

No final da reunião bilateral foi assinado também um protocolo de cooperação entre os dois ministérios da Educação "no sentido de se promover e desenvolver a oferta do ensino do português e do francês nos sistemas educativos dos dois países".

José Sócrates referiu-se à promoção do ensino do inglês em Portugal mas disse que o objectivo é que os portugueses aprendam "três línguas como os países do centro da Europa" e argumentou que a aprendizagem do português "é uma vantagem para quem singrar e ter sucesso".

IEL.

Lusa/Fim

 

10-04-2006 11:53:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-7896583
Temas:  política portugal frança governo

Portugal/França: Sócrates recebido por Chirac no início da cimeira luso-francesa

 

Por Inês Escobar de Lima, Agência Lusa Paris, 10 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, esteve hoje reunido durante cerca de uma hora com o presidente francês, Jacques Chirac, no início da segunda cimeira luso- francesa, e saiu do Palácio do Eliseu sem prestar declarações.

José Sócrates chegou ao Eliseu às 11:00 de França (10:00 de Portugal) e foi recebido pelo presidente Jacques Chirac à entrada, onde os dois deram um aperto de mão e sorriram para os repórteres de imagem.

De acordo com fonte do Eliseu, a reunião foi "muito amigável" e Jacques Chirac e José Sócrates manifestaram a intenção de reforçar as relações entre França e Portugal, que qualificaram de "excelentes", e a cooperação tecnológica entre os dois países.

As relações com África foram um dos temas abordados no encontro e o presidente francês congratulou-se que Portugal queira aprofundá-las durante a sua presidência da União Europeia, no segundo semestre de 2007, adiantou a mesma fonte.

Sócrates e Chirac convergiram em relação à política europeia e discutiram também o Médio Oriente, com destaque para a questão nuclear iraniana, tendo o presidente francês reiterado que defende "uma solução diplomática" e que "o Irão cumpra as exigências das Nações Unidas".

A segunda cimeira luso-francesa, que se realiza hoje em Paris, dedicada à inovação, conhecimento e competitividade, decorre num momento difícil para o Governo francês, devido à contestação sindical e estudantil ao Contrato de Primeiro Emprego (CPE).

No Palácio do Eliseu concentravam-se alguns jornalistas franceses, uma vez que Jacques Chirac recebeu Sócrates depois de ter presidido a uma reunião com o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, ao início da manhã, sobre o CPE.

Pouco antes de receber o primeiro-ministro português, Jacques Chirac tinha anunciado ao país, em comunicado, a substituição do CPE por um mecanismo a favor da inserção profissional dos jovens com dificuldades para entrar no mercado laboral.

José Sócrates e Chirac despediram-se à entrada do Eliseu e o primeiro-ministro português seguiu para o Palácio de Matignon, onde vai reunir-se com Dominique de Villepin e onde decorrerá, a seguir, a reunião plenária dos dois governos.

IEL.

Lusa/Fim

 

PUBLICO.PT

Encontros com Dominique de Villepin e Jacques Chirac
José Sócrates participa em Paris na segunda cimeira luso-francesa
10.04.2006 - 08h30   Lusa

O primeiro-ministro português vai encontrar-se hoje em Paris com o seu homólogo francês, Dominique de Villepin, e com o Presidente Jacques Chirac, por ocasião da segunda cimeira luso-francesa, dedicada à inovação, ao conhecimento e à competitividade.

José Sócrates vai reunir-se com Jacques Chirac no Palácio do Eliseu, ao início da manhã, seguindo-se um encontro com Dominique de Villepin, no Palácio de Matignon. A cimeira terminará com um almoço de trabalho entre os dois primeiros-ministros.

Enquanto Sócrates estiver reunido com Chirac e com Villepin, os ministros portugueses da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, e da Economia e Inovação, Manuel Pinho, terão encontros paralelos com os seus homólogos.

No final da reunião entre os Governos será assinado um protocolo de cooperação na área da educação pelos ministros da pasta dos dois países e os ministros da Ciência assinarão uma declaração conjunta sobre cooperação científica.

Na agenda dos encontros do primeiro-ministro português estarão o futuro da Europa, o alargamento e as perspectivas financeiras para 2007-2013, a presidência portuguesa da União Europeia e a cimeira UE/África que Portugal quer realizar no segundo semestre de 2007.

A Estratégia de Lisboa é outro dos temas na agenda de José Sócrates que estará também acompanhado pelo coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

A primeira cimeira luso-francesa realizou-se em 2003, em Lisboa. A segunda cimeira bilateral, marcada para Dezembro de 2004, foi cancelada dois dias antes pelo anterior primeiro-ministro português, Pedro Santana Lopes, depois da demissão do seu Executivo.

A segunda cimeira luso-francesa vai decorrer num momento difícil para o Governo francês, a braços com a contestação sindical e estudantil ao Contrato de Primeiro Emprego.

 

Compte rendu de l'entetien du Président de la République avec le Premier ministre portugais.

Compte rendu de l'entetien de M. Jacques CHIRAC, Président de la République avec M. Jose SOCRATES, Premier ministre du Portugal.

Palais de l'Elysée, le lundi 10 avril 2006

Le Président de la République a reçu M. José SOCRATES, Premier ministre du Portugal, pour un entretien à l'occasion de la "rencontre franco-portugaise de haut niveau", présidée par les deux Premier ministre.

L'entretien a été consacré au renforcement des relations entre le Portugal et la France, qui ont été qualifiées d'excellentes tant par le Président de la République que par le Premier ministre SOCRATES. Plusieurs sujets ont été abordés à cet égard.

Tout d'abord, la coopération technologique entres les deux pays. Le Président de la République a souhaité que cette réunion soit l'occasion d'une impulsion au rapprochement entre le processus des pôles de compétitivité français et les démarches similaires engagées par le Portugal.

Deuxième thème de renforcement, l'Afrique. Le Président de la République a approuvé la proposition portugaise de mettre l'accent sur les relations avec l'Afrique lors de sa présidence de l'Union européenne, au deuxième semestre 2007. Il s'est également félicité que le Portugal ait décidé de participer à l'opération de l'Union européenne en République démocratique du Congo sous l'égide de l'ONU.

Troisième sujet abordé pendant cette conversation, le Moyen-Orient et en particulier l'Iran. Le Président de la République a réaffirmé l'objectif d'une solution diplomatique et l'exigence que l'Iran se conforme à ses obligations internationales et aux demandes de l'AIEA et du Conseil de sécurité.